A religião em um jogo

Na minha pesquisa com o público para o Rota das Civilizações, nem cheguei a perguntar sobre a inclusão de religião no jogo.

Mas ela estará lá. Minhas referências, nesse caso, são os jogos de computador, porque os jogos de tabuleiro mais importantes do gênero não usam esse elemento nas mecânicas.

No Civilization 4 para computador, todas as religiões são mecanicamente iguais. O próprio manual do jogo adverte sobre isso, dizendo que eles apenas usam os nomes das religiões com mais adeptos na história.

Não sei como fizeram na versão 5, mas na mais recente, Civilization 6, a postura se alterou: há panteões diversos e também religiões com poderes diferentes entre elas. Não vejo que isso implique demérito para qualquer uma delas. Todas as características são positivas.

Eu me inspirei no Civilization 6 para criar as religiões do RotaCiv. No atual estágio de desenvolvimento, elas funcionam da seguinte forma.

Na rápida fase inicial do jogo, correspondente a uma pré-história (em que os jogadores estão explorando o território), os jogadores terão oportunidade de competir pelo privilégio de fundar uma religião. Aquele que conseguir escolherá entre Hinduísmo e Budismo.

Na Era 1 (Idade Antiga), o jogador que construir a maravilha Templo de Salomão poderá fundar a segunda, escolhendo entre Judaísmo e Cristianismo.

Na Era 2 (Idade Média), o jogador que nomear Maomé como líder fundará, de imediato, o Islamismo.

Cada religião terá suas próprias regras para obter “pontos de fé”. Os pontos de fé podem ser usados para converter cidades para aquela religião e também para facilitar o estudo de tecnologias e a construção de maravilhas. Outros benefícios estão sendo testados e poderão entrar no jogo, desde que não representem uma vantagem desbalanceada em relação àqueles que não fundaram nenhuma religião. Sendo assim, toda religião poderá ser útil para um jogador, mesmo que ele não queira, ou não consiga, difundir a crença para o resto do mundo.

Um dos objetivos do jogo será “controlar a Cidade Sagrada”. A Cidade Sagrada é a primeira cidade que se converteu à religião que, no final do jogo, tem ampla maioria no mundo (critérios ainda a melhorar). Se você fundar uma religião e torná-la a mais seguida no mundo, completará o objetivo – desde que mantenha o controle da Cidade Sagrada. Caso um adversário invada seu território militarmente e ocupe a Cidade Sagrada, quem a controla é ele.

Não creio que exista qualquer motivo para desagradar os seguidores (da vida real) de qualquer religião representada. Assim como no jogo de computador, todos os poderes são positivos e de certa forma vagos. Dará para perceber, sim, alguns toques, como o foco do Islamismo em “reconverter” outras religiões, o foco do Judaísmo em estudo e o foco do Cristianismo em maravilhas – mas apenas leves toques. E acredito que a dinâmica do jogo tenha bastante a ganhar com a presença das religiões, além, claro, de toda a cor temática.

E você, o que acha? Tem alguma opinião sobre o assunto? Alguma ideia para o jogo? Tudo o que tiver para me apresentar pode ser útil! Deixe seu comentário!

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2 respostas
  1. Torugo
    Torugo says:

    Sou ateu, já fui cristão, e não vejo problema nenhum em ter religiões num jogo de civilização. Afinal, elas fizeram e fazem parte da nossa história. Achei muito interessante os pontos que vc colocou. Além de religiões tbm haverá povos como Egípcios, Astecas, etc?

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    • Paulo Santoro
      Paulo Santoro says:

      Exatamente, fazem parte da natureza humana. Sim, o jogo terá diferentes civilizações. Já fiz, para testes, 10 civilizações, incluindo Egípcios e Incas (mas não os astecas, por enquanto). Futuramente farei uma postagem para falar mais sobre elas.

      Responder

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