O CANTO DE GREGÓRIO

Gregório é um personagem inquieto com o sentido de suas próprias ações. Sozinho em seu canto, ele busca uma ética, conversando com mitos da religião e da filosofia e armando um cenário para ser julgado pelo crime de não ser um bom homem.

Com direção de Antunes Filho, O canto de Gregório teve 121 apresentações entre 1.° de julho de 2004 e 25 de junho de 2006: 4 delas no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, em setembro de 2005, e as demais no Espaço CPT/Sesc, do Sesc Consolação, em São Paulo. Teve cerca de 8500 espectadores.

Esse espetáculo recebeu três indicações para o 17.º Prêmio Shell de Teatro: autor (Paulo Santoro), atriz (Arieta Corrêa) e figurino (Anne Cerutti). Foi escolhida pelo jornal carioca O Globo como um dos dez melhores espetáculos de 2005 no Rio de Janeiro.

Em 2011, o grupo pernambucano Magiluth remontou O canto de Gregório com uma estética própria, levando o texto para outras partes do país.

Veja neste link a homepage original do espetáculo (2004).

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GRANDE CITAÇÃO

“Música é o prazer que a mente humana experimenta com o ato de contar, sem saber que está contando.”
(Leibniz)

TRECHOS DA CRÍTICA

ALBERTO GUZIK, Revista Bravo!, maio de 2004

A peça agrega climas que parecem derivados dos escritos de Dostoievski, de Franz Kafka, do cinema de Ingmar Bergman. (…) Mas Paulo Santoro tem voz própria e plasma esses elementos em um todo convincente.

GABRIEL VILLELA, entrevista a O Estado de S. Paulo, 30 de janeiro de 2005

[O espetáculo teatral que mais me fez pensar é] O canto de Gregório, de Paulo Santoro, direção de Antunes Filho. Tenho pensado muito nesse espetáculo.

BARBARA HELIODORAO Globo, 16 de setembro de 2005

Excepcional exemplo de bom teatro, de total harmonia entre texto e encenação de primeira linha. Trata-se de uma inteligente discussão filosófica sobre a incapacidade, no mundo contemporâneo, de se determinar a legitimidade de uma determinada crença (ou descrença) ou uma determinada verdade (ou sua negação). (…) O melhor do texto está na habilidade com que se apresentam as armadilhas do raciocínio, a falibilidade da palavra que, a par da provocação intelectual constante do debate, sabe incluir nele doses consideráveis de humor. A existência ou não da bondade, da verdade, da existência etc. pode não ser o que mais se espera como “enredo”, mas O canto de Gregório, como já nos ensinou Esperando Godot, é mais do que gratificante e teatral, e é mais que bem-vindo um texto dessa categoria. (…) O canto de Gregório é sob todos os aspectos um espetáculo de primeiríssima linha, digno dos maiores aplausos.

MACKSEN LUIZJornal do Brasil, 7 de julho de 2004

O espetáculo não dá tréguas no seu racionalismo e em sua dialética cênica, propondo ao espectador argumentos em cascata.

MARIANGELA ALVES DE LIMAO Estado de S. Paulo, 27 de agosto de 2004

Teatro de ideias, escrito em bom português porque só recorre a vocábulos precisos e frases que fazem avançar o argumento, a saga de Gregório desenha uma situação intelectual e afirma que se trata de matéria para o palco, como eram matéria cênica os autos devocionais impregnados de questões teológicas.

VIVER — MENTE E CÉREBRO (revista licenciada por Scientific American), setembro de 2004

Rapidamente Gregório conduz a platéia à reflexão e ao mesmo estado vertiginoso de dúvidas em que se encontra. Oferece-nos o momento do qual geralmente procuramos nos afastar: aquele em que saímos da superfície cotidiana e nos dispomos a compreender o mundo para além do que se apresenta aos nossos olhos. (…) O texto de estréia de Paulo Santoro faz da viagem de Gregório para dentro de si mesmo um passeio denso mas agradável, com o qual é fácil se identificar. Segundo o diretor Antunes Filho, o autor será um expoente da dramaturgia em alguns anos. É ver para saber.

VÍDEOS

Matéria sobre a estreia, programa Metropolis da TV Cultura.

Entrevista com Antunes Filho para a TV Cultura.

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