LIVRO
NEWSLETTER DE MAIO

Já saiu a newsletter n. 1!

Nela você pode ler um breve conto meu e também a resenha que escrevi sobre o livro Play, de Ricardo Silvestrin.

E esse ótimo autor vai presentear um leitor da newsletter com um exemplar autografado de seu livro! Você receberá o volume em qualquer endereço do Brasil, sem nenhum custo.

Para participar é fácil: leia a newsletter e poste um comentário aqui abaixo, nesta entrada do blog, dizendo o que achou da edição n. 1! :-)

Obrigado e boa sorte!

[Na imagem em destaque, detalhe do cartaz do espetáculo A mulher que ri.]

10174841_10203776951372097_6065863457480480488_n
PEÇA TRADUZIDA PARA O ESPANHOL

Minha peça O fim de todos os milagres foi selecionada pelo Ministério das Relações Exteriores para integrar a coletânea Teatro Contemporáneo Brasileño.

Veja notícia aqui.

A tradução foi de Carolina Virgüez.

tamanho certo
EXPERIÊNCIAS COM ANIMAIS

Há alguns anos, quando a Eloisa Elena me chamou para escrever sua próxima peça, fiquei muito contente pela oportunidade de trabalhar com ela, com o grande Fernando Alves Pinto e com a querida Yara Novaes.

A mulher que ri tem se apresentado em muitos teatros e festivais, e voltou recentemente para uma temporada de um mês em São Paulo.

Ao revê-la depois de cerca de dois anos, achei curioso ter escrito o trecho abaixo, que veio a calhar para a época da reapresentação.

Hoje em dia, tem gente que acha muita crueldade as experiências feitas com animais. Porque injetam neles substâncias tóxicas, ou realizam amputações brutais.

A mais dura experiência feita com um animal, porém, não provocou nenhuma mágoa física. O pesquisador pegou um casal de pombos, pássaros muito leais e que vivem bem a dois, e os submeteu a separações. A separações cada vez maiores.

O macho, privado por alguns dias de sua fêmea, passou a cortejar uma pomba de outra espécie. Depois de semanas sozinho, sua atenção se voltou para uma triste e imóvel pomba empalhada. Ampliada sua solidão, ele passou a se interessar por uma massa disforme de trapos secos.

No último estágio da desolação, o instinto do pombo abandonado se voltou para o vazio, para a parede plana e indiferente da gaiola.