Post blog

A ARTE DA GUERRA, DE SUN TZU

A arte da guerra, de Sun Tzu, virou um super-livro, ou um metalivro para inspirar todo tipo de subproduto: A arte da guerra “para empresários”, “para atletas”, etc.

Um chamado à competitividade brutal em todas as áreas.

O livro em si, eu parei para conhecê-lo recentemente e, de modo geral, soou bastante óbvio.

A parte mais interessante é o prefácio que veio na minha edição, “A vida de Sun Tzu”, que conta como o célebre guerreiro, ao ser humilhado por um rei que o desafiou a treinar suas mulheres, condenou à morte e executou uma delas – a preferida do rei – porque as meninas não lhe obedeciam.

Mas uma ou outra citação vale a pena. Vou colar abaixo as que mais me agradaram!

“Estimado, respeitado, amado pelos teus, os povos vizinhos virão espontaneamente juntar-se aos estandartes do príncipe que serves, quer para viver sob suas leis, quer simplesmente para obter proteção.”

“Apesar de já teres dado mostras brilhantes de valor, o último revés apagará toda a glória acumulada.”

“Trata bem os prisioneiros, alimenta-os como se fossem teus próprios soldados. Na medida do possível, faz com que se sintam melhor sob tua égide do que em seu próprio campo, ou mesmo em sua pátria.”

“Age de tal forma que todos os que deves comandar estejam persuadidos que teu principal cuidado é preservá-los de toda desgraça.”

“Dominado pela cólera ou pela vingança, um soberano não deve
mobilizar as tropas. Tendo no coração idênticos sentimentos, um general deve evitar o combate. Para ambos, os tempos são nebulosos. Devem aguardar dias serenos para ponderar e tomar decisões.”

“Alguns soldados do reino de Wu faziam a travessia de um rio ao mesmo tempo que soldados inimigos do reino de Yue. Um vento impetuoso soprou e virou os barcos. Todos teriam perecido, se não tivessem se ajudado mutuamente. Eles esqueceram que eram inimigos; ao contrário, agiram como se fossem amigos ternos e sinceros. Eles se ajudaram, como a mão direita coopera com a esquerda.
Recordo esse fato histórico para que entendas que os diferentes destacamentos de teu exército devem se auxiliar mutuamente, mas ainda que é preciso que socorras teus aliados, que socorras inclusive os povos vencidos que necessitarem; pois, se eles se submeteram, é porque não puderam fazer de modo diferente; se o soberano deles te declarou guerra, eles não são culpados. Sê prestativo, chegará a tua vez de ser recompensado.”